Quinta-feira, Agosto 07, 2008

5.35

Uma sala iluminada apenas por uma luz laranja. Um tapete. Dois corpos jazem no chão. Enquanto a vodca alcança o cerebelo e o embebe em álcool, uma conversa peculiar pode ser escutada pelos onze andares do edifício. As horas passadas são contadas pela bitucas de cigarro que amontoam-se no fundo do cinzeiro azul.

- O Henrique fez isso em mim hoje.
- Que bizarro!
- Agora pensa o Henrique mongo fazendo isso em mim.
- Muito bizarro.
- Isso me surpreende.
- Kate, você dá um recado pra ele por Orkut?
- O quê?
- Diz que o namorado dele o ama.

(Silêncio)

- Olha que estranha essa música.
- Já percebeu que só reparamos nessas coisas quando estamos bêbado ou drogados?
- Olha que pira isso.
- Tá, você não ia reparar se você estivesse normal.
- Minha mandíbula dói.

(Risos)

- Olha só o que você fala!?

(Se batem)

- Agora pára.
- Eu não fiz nada!?
- Kate, pára!
- Iemanjá júnior.
- Como é que era?
- Agora vai se fuder vai!

(Pausa)

- Depois o Henrique que é índio.
- Vocês tem alguma coisa em comum, né?
- Por isso que eu gosto de você.

- Pára demônio!
- Ui, que ódio!
- Agora deu, né?
- Puta que o pariu.

(...)

- Não me encosta!
- Olha que pira o cara no computador.
- Olha que cara de sádico.
- Não. Pira na música vai..

(Risos)

- Deu.
- Agora acabou.

- Olha minha risada de fumante.

(Celular toca)

- Deve ser a minha mãe.
- Nossa! Parece super Mario.

(Começa a cantar)

- Minha mãe é louca.
- É...

3 comentários:

John disse...

Báááááááááááá saca só esse jornalista com cara de sádico meu, que maldade!!! AHAHA

B de beijinho pra ti ;*

matheuss disse...

acho que essas conversas sempre acontecem. os vícios libertam.

Henrique Riffel disse...

Bezzi, vim divulgar o meu blog.
http://neomemphis.blogspot.com
Dá uma olhada lá. Manda-me sugestões (se tiver).
Abraços.